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Saúde

Dengue e Homeopatia: a bem-sucedida experiência de Iporá

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Em 2007, diante de um grande aumento no número de casos de dengue, o município de Iporá,  decidiu agregar ao plano de contingência da doença a utilização de medicamento homeopático. O resultado não demorou a aparecer. Em 2008, o número de casos de dengue teve queda de mais de 60% em relação ao ano anterior.

Com a implantação realizada pela secretaria de saúde do município e a comprovação da eficácia do medicamento,  o medicamento Homeopático também foi levado para outros municípios vizinhos, como Palestina, Diorama, Israelândia e Amorinópolis. Agora o município de Goiânia também estuda a utilização da Homeopatia para o combate da doença na capital.

O Jornal O Popular trouxe na sua edição de hoje uma reportagem sobre o medicamento, citando a cidade de Iporá como referência para o uso da Homeopatia no combate a dengue.

Segue abaixo a reportagem na integra:

“Homeopatia como terapia alternativa

Especialistas irão apresentar em Goiânia em até 15 dias resultados obtidos em cidades onde medida já foi adotada, como Iporá

A constatação de que em Goiás há um quadro de epidemia de dengue, levou a Secretaria Estadual de Saúde (SES) a pensar em alternativas ao que vem sendo feito para impedir o avanço da doença. Dentro de 15 dias, representantes de cidades brasileiras que experimentaram a homeopatia como medida profilática e para combater os sintomas da dengue devem se reunir em Goiânia para apresentar os resultados obtidos. A ideia partiu do superintendente executivo da SES, Halim Girade. Ele procurou o diretor geral do Hospital de Medicina Alternativa, Nestor Carvalho Furtado para saber se a unidade teria condições de produzir um composto homeopático para fornecer aos municípios que decidirem adotá-lo. “Diante de uma epidemia temos de procurar alternativas. Há um novo vírus e a população está vulnerável. O objetivo é reduzir os sintomas. Foi o que ocorreu nas quatro experiências que identificamos. Nessas localidades, não só o número de casos de dengue diminuiu, quanto a gravidade da doença também. O que pretendemos é evitar óbitos”, disse Halim Girade ao POPULAR.

No grupo que virá a Goiânia está o médico, pesquisador e professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP), Renan Marino. Suas pesquisas desenvolvidas desde 2001 na prevenção e tratamento da dengue com homeopatia culminaram, em 2008, com a aprovação e autorização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do medicamento Proden. Antes, em 2006, o Ministério da Saúde de Cuba adotou oficialmente o modelo. Em São José do Rio Preto, o composto de Marino passou a ser distribuído no início de 2007, mas a medida foi duramente criticada pela pasta estadual de Saúde e pela Vigilância Sanitária sob a alegação de que não havia comprovação científica de sua eficácia. No início de 2011, após o registro do Proden, o medicamento deixou de ser aplicado.

A prefeitura de Macaé (RJ) que em 2007 vivia uma epidemia de dengue, optou pelo composto homeopático de Renan Marino não só no tratamento de suspeitos, como também na profilaxia. Em 2008, a queda de número de casos foi de 60%. O município goiano de Iporá aderiu à homeopatia como estratégia de combate à dengue em 2009 e no ano seguinte, mais de 70% da população receberam o composto. Desde então, as notificações cairam.

Nestor Carvalho e o médico e pesquisador do Hospital de Medicina Alternativa, Danilo Carneiro, querem reunir em Goiânia as pessoas que estiveram à frente dessas experiências. Para o encontro também serão convidados o Conselho Regional de Medicina (Cremego), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC). Halim Girade, superintendente executivo da SES, lembra que homeopatia é uma ciência reconhecida, não é charlatanismo. O objetivo dessa reunião é fazer um grande debate para que todos tirem uma conclusão. “Não vamos impor nada. Queremos apresentar alternativas às ações tradicionais de combate à doença”. Se houver interesse por parte dos municípios, o Hospital de Medicina Alternativa tem condições de oferecer o medicamento.

Nestor Carvalho explica que para quem não tem sintomas da doença são ministradas apenas duas gotas profiláticas apenas uma vez. “Não é uma vacina”, ressalta. Já para aqueles que têm suspeita de dengue, são indicadas cinco gotas.”

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