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Segurança

Empresário suspeito de matar esposa grávida deixa a prisão em Iporá

Soltura ocorreu após prisão temporária expirar e juiz indeferir pedido prorrogação e conversão para preventiva. Horácio Neto sustenta que vítima foi morta em assalto, mas polícia o indiciou por homicídio.

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O empresário Horácio Rozendo de Araújo Neto, de 35 anos, detido suspeito de matar a esposa, a representante comercial Vanessa Camargo, de 28, grávida de 3 meses, foi solto da cadeia. O crime foi cometido em Ivolândia, região central de Goiás. Segundo informou o advogado dele, Palmestron Cabral, a liberação ocorreu porque o prazo da prisão temporária expirou e o Poder Judiciário indeferiu os pedidos de prorrogação e conversão para preventiva feitos pela Polícia Civil e pelo MP. A notícia revoltou a família da vítima.

Ainda de acordo com Cabral, Horácio deixou a Unidade Prisional de Iporá, também na região central, onde mora, na noite de quinta-feira (5). No mesmo dia, o delegado Ramon Queiroz concluiu o inquérito indiciando o empresário por homicídio, aborto e posse de munição de uso restrito.

“Ele está à disposição da Justiça. Volto a repetir que os elementos quando à autoria são frágeis. Ele é réu primário, sem antecedentes e sem motivação para cometer o crime”, disse o advogado.

O juiz Wander Soares Fonseca foi quem expediu o alvará de soltura. Nele, o magistrado explica que o suspeito fica obrigado a cumprir algumas medidas, como não sair de casa após às 20h, além de sábados domingos e feriados, não deixar a cidade por mais de 5 dias e não se aproximar de pessoas envolvidas no processo.

Vanessa foi morta com um tiro na cabeça em estrada vicinal de Ivolândia

Crime
Horácio foi detido no dia 6 de setembro, mais de um mês após a morte da esposa. Desde o início das investigações, ele sustentou a versão de que Vanessa havia sido morta após o veículo onde o casal e o filho, de 2 anos, ser abordado por dois homens em uma moto, no dia 31 de julho.

O esposo, que dirigia o veículo, parou e um dos suspeitos assumiu a direção. Ele disse em depoimento que a vítima discutiu com o rapaz e levou um tiro na cabeça e reforçou a tese durante a reconstituição do crime. No entanto, a Polícia Civil contesta a versão e diz que a perícia descontruiu os fatos narrados por ele.

“O laudo constatou que ela foi morta em posição de repouso, sem qualquer indicação que teria discutido com o atirador. Isso contradiz a versão da briga, corroborada pela posição de respingos de sangue na porta do veículo e o local onde o projétil foi encontrado. Além disso, a perícia confirmou que o empresário não estava no banco traseiro”, explicou.

Dados do GPS dos celulares do casal também reforçam a tese da corporação. A motivação, conforme as investigações, seria o fato de que Vanessa tinha interesse em se separar e por Horácio não querer dividir o patrimônio em um provável divórcio.

Perícia feita pela polícia apontou incongruências na versão do marido

Soltura revolta mãe
Ao saber da soltura do empresário, a mãe de Vanessa, a pecuarista Nilva Camargo Soares, 49, ficou revoltada. Ela disse que, por conta da decisão, teme pela segurança de toda a família da vítima, principalmente do filho pequeno.

“Estou com muito medo por mim e pelo meu neto. Ele é uma pessoa muito fria e perigosa, que não pode ficar solto. Tenho medo que ele venha atrás da gente. Ele matou a esposa grávida depois de passar o domingo inteiro na minha casa, na frente do filhinho deles. Ele planejou tudo. Estou arrasada, eu quero Justiça”, lamentou.

Vanessa foi encontrada morta dentro do carro do casa

Ela afirma ainda que o ex-genro não sente “remorso” pela morte da mulher e que chegou a pedir desculpas para a família durante o velório. “Entendemos que era porque ele não tinha conseguido fazer nada, mas ele achou que podia matar ela, nos pedir desculpas e que ia ficar tudo bem”, lembra.

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