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Artigos e opinião

Sempre é dia do livro

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O dia 18 de abril foi o Dia Nacional do Livro Infantil e Dia do Amigo. Tudo a ver, pois o livro é um dos nossos E é o Dia Nacional do Livro por que é o dia do aniversário do nosso grande Monteiro Lobato. Nada mais justo. E já no próximo dia 23 de abril, é o Dia Mundial do Livro. O dia 29 de outubro é o Dia Nacional do Livro. Muitas oportunidades de comemorar e ler mais este objecto tão importante no desenvolvimento do ser humano, na perenidade do conhecimento e da cultura. E o livro infantil pode ser o mais importante, pois é o primeiro contato do leitor em formação com a leitura

Livro, o guardião da história da humanidade, o registro de tudo o quanto o ser humano já fez neste mundão de Deus. O receptáculo de toda a inteligência do homem, até das teorias do que poderá vir a ser o futuro. Este objeto mágico que pode trazer no seu interior um mundo de conhecimento, de fantasia, de imaginação.

É bem verdade que ainda não é tão popular quanto deveria, pelo menos no Brasil, pois ainda é caro para uma grande parcela do nosso povo, mas para quem gosta de ler há alternativas como as bibliotecas municipais, escolares, de clubes e associações, os sebos, etc. Essas bibliotecas nem sempre terão os últimos lançamentos em seus acervos, mas sempre haverá algum bom título que não lemos. Assim como os sebos, que oferecem um sem número de opções a preços razoáveis.

Com o avanço da tecnologia digital, o e-book, ou livro eletrônico, e os leitores eletrônicos – e-readers – estão se popularizando cada vez mais e já há uma pequena legião de seguidores. Vivemos, na verdade, uma revolução cultural. Eles, os tablets – Kindle e tantos outros similares que estão à disposição no mercado, inclusive no Brasil, viraram o sonho de consumo de muita gente, inclusive daqueles que não têm condições de adquiri-los e tornam-se cada vez mais populares. Ainda que muitos daqueles que os adquirem acabem esquecendo da função de leitores digitais dos aparelhos, tantas são as opções que eles oferecem: jogos, filmes, internet, comunicação através de programas como skype, programas de relacionamento, etc.

De qualquer maneira, o livro impresso, de papel, o tradicional livro como o conhecemos até agora continuará por muito tempo ainda. E por mais que ele mude, ainda continuará a se chamar livro, o objetivo de perenizar e divulgar a cultura e o conhecimento será o mesmo. Certeza é que o livro de papel poderá conviver harmoniosamente com o livro eletrônico e vice-versa.

Com a tecnologia da informática a serviço da leitura, a tendência é que o hábito de ler se intensifique, até porque além do livro tradicional e do livro digital, temos ainda o áudiolivro, que possibilita que os deficientes visuais sejam, também, consumidores de literatura.

Então talvez devamos comemorar tanta tecnologia a serviço da leitura, mesmo considerando que o livro físico, aquele que podemos folhear, rabiscar e ler sem dependência de nenhuma fonte de energia, a não ser a nossa visão e a vontade de ler, não será extinto. Ao contrário, ele continuará firme, mesmo com todas as outras formas de leitura que existem ou que porventura poderão vir a existir.

De maneira que rendo minha homenagem a esse objeto tão importante para o progresso das civilizações em todo o mundo, principalmente o livro infantil, que inicia as crianças na leitura.

Vida longa para o livro, como quer que seja concebido.

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 37 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras.

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