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Política

Segundo a SANEAGO água do ribeirão Santo Antônio não está contaminada

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O Vereador Duílio Alves Siqueira, presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Iporá apresentou nesta terça-feira, 15, resultados sobre a potabilidade da água do Ribeirão Santo Antônio que abastece toda a cidade de Iporá.

A questão da água do Santo Antônio se deve a uma reclamação feita por moradores ribeirinhos e a uma denúncia realizada pelo Vereador Valdeci Lima ao Ministério Público, à Comissão de Saúde da Câmara e a Secretaria Municipal de Saúde mediante a hipótese de que a água do ribeirão poderia estar contaminada por agrotóxicos, dadas as condições de cultivo de uma lavoura de soja às margens do mesmo, próximo a Comunidade de Jacinópolis.

Segundo Duílio Siqueira, não foi possível a Secretaria de Saúde checar a questão, alegando falta de equipamentos e convocou a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) que enviou dois técnicos, Tânia Menezes e Marcos Sérgio. Estes realizaram a visita no local, mas não encontraram resíduos de embalagem e nem degradação ambiental. No entanto, os técnicos lamentaram que a visita foi feita após a colheita e se disponibilizaram a realizar nova visita no local em época de cultivo.

Segundo Duílio Siqueira, acionado pelo Vereador Valdeci Lima, a Saneamento de Goiás S/A (SANEAGO S/A) foi oficializada com o objetivo de analisar as águas do Santo Antônio tanto no âmbito da lavoura quanto em relação a captação.

A SANEAGO S/A apresentou os resultados, mas se referiam a análises de 2009, 2010 e 2011. Em análise feita em fevereiro de 2012, portanto, em período de cultivo e chuvoso, demonstrou que a potabilidade da água não foi comprometida pelo cultivo. Porém, nas análises de 2009 a 2011 foi verificada a presença de alguns compostos químicos não referentes a lavoura, mas provenientes de vários cultivos, tais como, hortaliças, pastos e outros que também não comprometem a potabilidade da água, mas que serve de alerta quanto a seus efeitos cumulativos em peixes, plantas, animais, população ribeirinha e população que se utiliza da água em Iporá. Segundo Duílio Siqueira, a Comissão de Saúde da Câmara Municipal promoverá um estudo destes compostos para precisar quais seus impactos para saúde.

No entanto, resta ainda os resultados do Ministério Público que segundo o promotor de justiça, seriam solicitados análises da água a órgãos que tivessem condições de fazê-lo, dentre eles, IF Goiano e a SEMARH.
(João Batista da Silva Oliveira)

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