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Cultura

Promotora leva campanha ‘Criança não é brinquedo’ para Montes Claros

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A comarca de Montes Claros de Goiás começou a desenvolver no início desta semana a campanha Criança não é brinquedo! Violência sexual contra crianças e adolescentes não é brincadeira!, do Ministério Público de Goiás. As atividades que inauguraram a campanha contaram com a parceria do Centro de Referência e Assistência Social (Cras) do município.

A campanha, de iniciativa do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude, e idealizada pela equipe de marketing da Ascom, tem por objetivo estimular as denúncias de atos de abuso e exploração sexual infantojuvenil.

A promotora de Justiça Lorena de Castro informa que, na segunda-feira (10/9), foi realizada palestra na Escola Modelo José Dilma Maciel e que, na terça-feira (11/9), o debate foi levado ao Assentamento Morro do Engenho, na zona rural de Montes Claros, nos dois casos com participação expressiva de membros da comunidade.

Nos encontros, a psicóloga do município, Thayse de Oliveira e Cunha, destacou a importância da família e da escola no processo preventivo: “a família e a escola precisam ter atitudes preventivas, no sentido de evitar ou extirpar a ocorrência de abusos”. Ela salientou ainda a necessidade de os pais estabelecerem uma relação de confiança com os filhos baseada na verdade. “Conversar é sempre bom, falar a verdade também, porque a criança cria confiança para conversar e perguntar”, aconselha a especialista.

Ela ainda orientou aos pais a advertirem os filhos sobre os cuidados com seu próprio corpo e os cuidados que devem dispensar a uma criança abusada. Para a psicóloga, a vítima se sente profundamente conflitante entre a lealdade com o abusador e a percepção de que essas atividades sexuais são “más”.

A promotora de Justiça falou aos convidados sobre a importância da educação e da informação como fator de mudança social. “É importante que todos que estejam abraçando essa campanha saibam que não tem sentido a mera colocação de cartazes e camisetas, mas que exista uma mudança de comportamento”, alertou a promotora.

Lorena de Castro explicou também as funções do MP nesses casos, quais as formas de violência sexual contra a criança e o adolescente, os sintomas físicos e psicológicos das vítimas e o perfil do abusador, ressaltando o cuidados que se deve ter com o uso da internet, utilizada atualmente como o principal meio do abusador aliciar crianças e adolescentes, obtendo endereços, fotos, etc.

Por fim, ela orientou os pais e educadores a como proceder diante da notícia de um crime envolvendo violência sexual contra criança e adolescente, observando que todos os casos devem ser denunciados, ainda que não se tenha plena certeza, pois as investigações serão realizadas a fim de garantir as eventuais provas”.

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