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Cultura

Leonora Michelin proferiu palestra sobre Banco Comunitário de Desenvolvimento

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Como parte da articulação para criar um Banco Comunitário de Desenvolvimento (BCD) em Iporá, aconteceu nesta terça-feira, 10, no Salão Santa Gema Galgani, Praça da Matriz, uma palestra sobre o que é Banco Comunitário de Desenvolvimento, moeda social e seus benefícios.

A palestra foi ministrada pela Diretora Presidente do Instituto Ateliê de Idéias, Leonora Michelin Laboissieré Mo e teve como objetivo esclarecer pontos sobre o  que vem a ser Banco Comunitário de Desenvolvimento, moeda social e ainda, explicar outros conceitos relativos a economia monetária e desenvolvimento local.

Leonora Michelin, explicou para um grupo da comunidade, composta por produtores rurais, politícos e outros, conceitos complexos relativos a economia monetária, tais como, funções da moeda, criação de meios de pagamento, lastro, história da moeda e  desenvolvimento social de uma maneira simples e intuitiva.

De acordo com a palestra, o que se observa é que o Banco Comunitário de Desenvolvimento, diferentemente de outros bancos comerciais que visam o lucro, tem como objetivo o desenvolvimento econômico, social e humano dos locais onde estão inseridos.

Neste sentido, a moeda social cumpre um importante papel, pois ao ser utilizada por consumidores e empresários, como não pode ser utilizada fora do território para o qual foi criada, esta contribuiria para evitar a evasão de divisas por meio de compras em outras regiões que é uma característica notável de Iporá e região, contribuindo para a realização de novos investimentos na localidade. Como fideliza a clientela, Leonora Michelin vê a estratégia como a ser apreciada por empresários locais.

Outra contribuição seria por meio da criação de moeda o que dinamizaria a região. Por exemplo, um banco recebe empréstimos. No entanto, ele não paga a todo momento a seus credores, restando sempre uma reserva em seus cofres. Neste sentido, poderia oferecer estes recursos para desenvolver pequenos negócios de interesse coletivo.

Banco do BEM

E como exemplo citou a experiência do banco BEM, situado na região central de Vitória, no Espírito Santo  que possuia 31.000 hab em 2002 e 41000 em 2012, conhecido como “Território do Bem”. Este BCM foi criado pelos próprios moradores.

O projeto, teve início no ano de 2002 com um grupo de 60 mulheres que necessitando de R$ 300,00 para adquirir matéria-prima para produção de roupas, recorreram a 5 instituições financeiras e não conseguiram o empréstimo devido a questões de renda e garantias. Obtendo o dinheiro por outro meio, este gurpo de mulheres produziu roupas e geraram um lucro que apesar de irrisório foi o início do banco BEM ao depositarem R$ 300,00.

Segundo Leonora Michelin, 10 anos depois, o banco possui R$ 172.000,00, mas já emprestou R$ 869.031,56 à comunidade por meio de empréstimos a habitação, ao setor produtivo e vestibular. Além de sede própria, são desenvolvidos outros projetos como, o desenvolvimento de pesquisa pela própria comunidade sobre a realidade do setor, resgate da memória local por meio da criação de audiovisuais, confecção de cartilha para alunos primários com a história local. Possuem ainda, uma fábrica de tijolo ecológico e estão tentando confecionar tijolos  a partir do lixo, criação de uma central de compras do BEM que visa reduzir os custos e os preços de comercialização, projeto Ecos do BEM na área da sustentabilidade, dentre outros projetos realizados a partir do Banco do BEM.

Em Iporá, dentre os responsáveis por estimular este processo está Valdion Marques e outras reuniões deverão ser realizadas com vistas a discutir e assimilar a propsota. (João Batista da Silva Oliveira)
 

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