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Saúde

Iporá e São Luís dos Montes Belos reúnem gestores em Saúde para discutir dengue

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O Secretário de Estado da Saúde, Halim Antonio Girade e a Superintendente de Vigilância em Saúde, Tânia Vaz, mobilizaram, no dia 27 de fevereiro, nas cidades de Iporá e São Luís dos Montes Belos, prefeitos e secretários municipais de Saúde de 30 cidades goianas. O objetivo da visita foi apresentar estratégias de combate à dengue e orientar, com maior proximidade, profissionais de Saúde em ações técnicas para debelar a multiplicação dos focos do mosquito.

A reunião em Iporá ocorreu no âmbito da CIR (Comissão Intergestores Regional). Esses encontros são periódicos e estabelecem espaços para discussão entre gestores de Saúde para ajustar políticas e ações efetivas, em prol da saúde do cidadão, como parte do Sistema Único de Saúde (SUS).

Além de Iporá, as cidades de Goiatuba, Formosa e Luziânia também receberam as mesmas orientações. “A dengue é uma preocupação em todo Estado e temos a obrigação de definir estratégias de combate à doença. Já estamos em ação e conseguimos estabilizar o número de caso em Iporá, que também já estão em declínio”, disse Halim Girade, durante a reunião com autoridades locais. A meta do Secretário é realizar  visitas semelhantes em todas as Regionais de Saúde ligadas à SES-GO, que abrangem os 246 municípios goianos, para mobilização até o final de março.

A cidade de Iporá e as demais que compõe a Regional Oeste I são consideradas de alto risco para dengue, com incidência de até 300 casos para 100 mil habitantes. Os dados são da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa), da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO).

A Regional de saúde Oeste I, na qual Iporá faz parte, com outros 15 municípios (ver box), já registra 1.314 casos em 2014 (dados da semana compreendida entre os dias 9 e 15 de fevereiro).

As ações contra a dengue têm como foco três linhas de trabalho: técnicas específicas de controle de vetores, atenção ao paciente e educação e comunicação. O propósito é sensibilizar a população para combater, em casa, o acúmulo de água parada.

“A eliminação de criadouros, atualmente, é a única técnica que pode reverter epidemias de dengue. A pulverização de inseticidas só tem ação em mosquitos adultos, com duração limitada”, disse a superintendente de Vigilância em Saúde, Tânia Vaz, que fez exposição técnica sobre o tema.

Tânia divulgou que Iporá teve dobrada a capacidade de equipamentos de combate à dengue, como oferta de bombas costais para pulverização de inseticidas que eliminam mosquitos adultos. Entretanto, ressaltou que essa medida é paliativa, pois não elimina os focos (ovos do mosquito) nos criadouros com água parada. “Mas é preciso que os gestores municipais ofereçam condições ideais de trabalho aos agentes de saúde, que têm o contato direto com a comunidade na eliminação dos criatórios”, alertou ela.

São Luís de Montes Belos
À tarde, a partir das 14 horas, a cidade de São Luís de Montes Belos, distante 128 quilômetros da capital, recebeu, também, a visita do secretário Halim Girade e da superintendente Tânia Vaz. A reunião para sensibilização de autoridades contra a Dengue foi realizada no auditório da Câmara Municipal, na Rua Rio do Prata, 662, Centro. As oficinas temáticas ocorreram no período da manhã, na Faculdade de Montes Belos (FMB), na Av. Hermógenes Coelho, nº 340, Setor Universitário.

Segundo a superintendente Administrativa da Regional Oeste II, Aparecida Moreira, as cidades que mais preocupam são Turvânia, São Luís de Montes Belos, Palmeiras e Paraúna. Essas estão em alerta em relação à dengue. São 234 casos confirmados em 2014, sendo 218 deles registrados em Palmeiras de Goiás.
Também fazem parte da Regional as cidades de Palminópolis, São João da Paraúna, Adelândia, Aurilância, Buriti de Goiás, Cachoeira de Goiás, Córrego do Ouro, Firminópolis e Sanclerlândia.

Para o secretário Halim Girade, o principal objetivo das reuniões é sensibilizar as autoridades locais para que atuem com rigor no combate ao vetor da dengue. Isso significa mobilizar a população, oferecer condições de trabalho aos agentes de saúde e assistência aos doentes, além de acompanhar o desenvolvimento da doença.“É indispensável que a população entenda que é preciso olhar, diariamente, a caixa d´água, cuidar do lixo e do quintal, para ver se não há água parada”, orienta o secretário. Halim ressalta que o período chuvoso torna a situação ainda delicada, requerendo atenção e dedicação redobradas dos gestores e da população.

Veja as cidades que participaram do evento:

Regional Oeste I – Iporá
Amorinópolis, Aragarças, Arenópoli, Baliza, Bom Jardim, Diorama, Fazenda Nova, Iporá, Israelândia, Ivolândia, Jaupaci, Moiporá, Montes Claros, Novo Brasil, Palestina e Piranhas.

Regional Oeste II – São Luís de Montes Belos
Adelândia, Aurilândia, Buriti de Goiás, Cachoeira de Goiás, Córrego do Ouro, Firminópolis, Palmeiras de Goiás, Palminópolis, Paraúna, Sanclerlândia, São João da Paraúna e Turvânia.

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