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Saúde

Fechada e sem previsão para inicio dos atendimentos, UPA de Iporá recebeu R$ 350 mil reais do Ministério da Saúde em 2013

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Com obras concluídas há quase dois anos, UPA permanece fechada e sem previsão para inicio dos atendimentos

Sem equipamentos, equipe de funcionários e previsão para inicio dos atendimentos, a Unidade de Pronto Atendimento de Iporá (UPA) completou em março, quase dois anos que todas as obras de estrutura física da unidade foram concluídas. Construída com investimentos federal e municipal no valor de R$ 1,3 milhões, a unidade de saúde que foi projetada para atender até 150 pacientes por dia, permanece fechada e se tornou o maior “elefante branco” do município.

Localizada próxima ao Hospital Municipal, a Unidade de Pronto Atendimento está com toda a estrutura pronta e aguarda tão somente, a compra dos equipamentos e contratação de funcionários para entrar em funcionamento, uma vez que a inauguração feita pelo ex-prefeito José Antônio Sobrinho (PMDB) no dia 19 de novembro de 2012, foi apenas da estrutura física. Os equipamentos que segundo a Prefeitura, em 2012, custariam cerca de R$ 250 mil, ainda não foram adquiridos e nem tiveram anunciada uma data definida para a aquisição dos mesmos.

De acordo com publicação, pagamento foi correspondente a programa de assistência farmacêutica básica

De acordo com publicação, pagamento foi correspondente a programa de assistência farmacêutica básica

Porém, consta no Portal da Transparência do Fundo Nacional de Saúde, um repasse para o município de Iporá no valor de R$ 350 mil reais, quantia essa que de acordo com o Ministério da Saúde deve ser aplicado noprograma de assistência farmacêutica básica da Unidade De Pronto Atendimento – UPA de Iporá. De acordo com o órgão, o repasse do valor para o Fundo Municipal de Saúde de Iporá foi realizado no dia 13 de Setembro de 2013.

Promessa de inauguração até o mês de agosto de 2013

Um dia após a manifestação popular que aconteceu na cidade de Iporá no dia 25 de junho de 2013 e reuniu mais de 400 pessoas, que caminharam pelas ruas da cidade cobrando o inicio do funcionamento da moderna unidade médica, o prefeito de Iporá, Danilo Gleic (PSDB) afirmou em entrevista ao Jornal Tribuna de Goiás, no dia 26 de junho que inauguraria a UPA em até 60 dias, dando a data limite do inicio dos atendimentos para o final do mês de agosto de 2013. De acordo com a publicação que foi amplamente distribuída em Iporá, a informação da inauguração da UPA foi dada pelo próprio Danilo Gleic durante coletiva de imprensa.

Informação da inauguração da UPA até o final de agosto não havia sido divulgada na imprensa Iporaense e nem pela própria Prefeitura Municipal de Iporá através do seu Departamento de Comunicação.

Informação da inauguração da UPA até o final de agosto não havia sido divulgada na imprensa Iporaense e nem pela própria Prefeitura Municipal de Iporá através do seu Departamento de Comunicação.

Porém, após a distribuição do Jornal com a entrevista de Danilo Gleic, a prefeitura não voltou a citar uma data especifica para a inauguração e inicio dos atendimentos , deixando a população e profissionais da saúde sem entender o motivo do não cumprimento da mesma.

Elefante branco
Com um alto custo na construção e até o momento sem qualquer uso para a população Iporaense, o prédio da UPA foi batizado por moradores próximos de um grande “elefante branco”.  

Dentre outras melhorias, manifestantes cobravam o inicio dos atendimentos da UPAias, o inicio dos atendimentos da UPA

Dentre outras melhorias, manifestantes cobravam o inicio dos atendimentos da UPA

A unidade que deverá ser mantida com recursos municipais e federais foi projetada para realizar até 150 atendimentos por dia, funcionando 24 horas, inclusive nos finais de semana.

Importância da UPA para Iporá e região

O funcionamento do UPA, deverá contribuir para diminuir as internações em hospitais de Iporá e Goiânia, devido a ampliação de atendimento e especialidades médicas, fazendo com que apenas os casos graves sejam transferidos para centros de referência de média e alta complexidade, diminuindo a demanda de pacientes em unidades como o Hospital Urgências de Goiânia (HUGO).

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