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Educação

Diretores e professores de Iporá se reúnem com vereadores em busca de melhorias

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Vereadores, diretores, professores e membros do SINTEGO reuniram-se na manhã de hoje na Câmara Municipal de Iporá. O objetivo da reunião foi apresentar ao poder legislativo a situação da educação em Iporá, e conseguir com que os vereadores pressionem a atual administração da cidade e também lideranças políticas estaduais para que revejam as condições precárias que a educação Goiana e Iporaense enfrentam.
Os professores lotaram o plenário da câmara, e por cerca de duas horas apresentaram algumas das diversas dificuldades que os colégios e escolas de Iporá têm enfrentado.
Apenas quatro dos sete vereadores compareceram a reunião, Valdeci Lima, Duílio Siqueira, Divino Perigoso e Eurides Laurindo. Porém ambos afirmaram que irão apoiar o movimento dos professores, e que irão interceder pela classe diante de suas lideranças políticas no congresso.
Além da reunião, aconteceu hoje uma paralisação em todo o estado, que tem como objetivo fazer com que o Governador Marconi Perillo e o Secretário de Educação Thiago Peixoto repensem a política implantada na educação goiana. Política que deixa cada vez mais os professores sem autonomia e condições de exercer dignamente a função.
Muito se tem perguntado nos últimos meses, qual será o rumo da educação goiana, já que a espera por melhorias está sendo revertida em baixos salários, acumulo de funções e falta de estrutura nas escolas, para dar condições melhores de ensino aos professores, e de aprendizagem aos alunos.
Em Iporá há diretores necessitando passar a noite na escola, já que a mesma não possui mais vigia noturno, e esse é apenas um exemplo da calamidade da educação em nossa cidade. Bibliotecas e salas de informática, que possuem um papel importantíssimo na formação do aluno estão prestes a serem fechadas, por falta de funcionários, já que o estado pretende terceirizar grande parte das funções administrativas das escolas e colégios públicos, e por esse fato não serão abertas vagas para contratação de servidores que ocupem tais funções.
Mesmo diante de todos os fatos que envolvem os educadores diariamente, os mesmos ainda necessitam enfrentar a crise que vive o IPASGO atualmente, órgão que desconta mensalmente os valores do plano de saúde dos pagamentos dos servidores, porém limita o usuário a apenas seis consultas anuais, o que leva a entender que os funcionários do estado devem escolher os dias para ficar doente e necessitar de atendimento médico.
Essas e outras problematizações são apenas o inicio de uma série de dificuldades enfrentadas diariamente pelos educadores goianos, que já permanecem a décadas esperando possíveis melhorias, no entanto, a cada governo apenas aumenta a angustia da classe, que se vê desrespeitada e sem condições de continuar em uma luta que não deveriam ser deles, pois a constituição prevê uma qualidade educacional bem superior a que o Estado de Goiás proporciona aos professores e alunos atualmente.

 

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